SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DE CAJUEIRO - ALAGOAS

           O abastecimento de água do município de Cajueiro/AL foi iniciado em 1978, com a fundação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Na época, a captação de água era feito sobre um manancial superficial chamado de Miúns e o tratamento que antecedia o fornecimento de água era simplificado, à base filtro de areia e desinfecção com cloro líquido.

          No decorrer do tempo, percebeu-se que a água que abastecia os cajueirenses não atendia os padrões de potabilidade previamente estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Isso se devia a ineficiência do tratamento para a classificação das águas daquele manancial e a solução para satisfazer os consumidores seria a implantação de um novo sistema de abastecimento.

            O novo sistema de abastecimento de água, inaugurado em 1999, é completo. A captação é do tipo superficial, modelo tomada d’água, cuja barragem de regularização de nível está localizada na Fazenda Santo André, zona rural do município de Cajueiro (-9.3775989 Sul; -36.1211727 Oeste).

Uma vez coletada água bruta, dois conjuntos motor-bomba de 50 cv recalcam toda água bruta, por uma rede de 300 mm de ferro fundido, até uma cisterna de regularização de vazão localizada no Alto das Oliveiras. A partir deste ponto, toda água é aduzida por gravidade à estação de tratamento de água (ETA), concluindo um percurso de aproximadamente 8 (oito) quilômetros.

            O tratamento de água é do tipo convencional e contempla as etapas de coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção

            O atual manancial de captação, Rio Paraíbinha, é classificado conforme a Resolução 357 (2005) do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) como Rio de Águas Doces Classes II e de fato requer esse tipo de tratamento. Para uma vazão de água bruta de aproximadamente 55 l/s,  a coagulação acontece no tanque de mistura, ou seja, na logo na chegada de água bruta. Esta etapa consiste na mistura do agente coagulante, cloreto de polialumínio (PAC), com as partículas suspensão, coloidais e outras impurezas da água bruta.

          A composição físico-química e biológica da água bruta é suscetível à sazonalidade do tempo, sendo alterada significativamente em regime de chuvas intenso. Normalmente é composta por partículas de areia fina, silte, argila, compostos orgânicos e microorganismos envelopados nessas impurezas.

           A aplicação do coagulante, normalmente um sal de alumínio, tem dosagem controlada por meio de bombas, a fim de seja assegurado o bom desempenho das etapas sucessivas do processo de tratamento.

        Uma vez aplicado em água, o cloreto de polialumínio é hidrolisado produzindo hidróxido de alumínio. Este por sua vez tende a neutralizar as cargas das impurezas coloidais e em suspensão, iniciando um mecanismo de varredura dentro d’água. No andamento do processo, passando para as próximas etapas, as impurezas são adsorvidas ao hidróxido de alumínio, tendendo forma flocos e se estabilizarem por sedimentação.

            Na etapa de floculação, 15 (quinze) compartimentos de floculação realizam movimento ascendente-descendente da água, tipo chicana, cujo objetivo é com a areação da água formar flocos mais densos que tenham maior facilidade de sedimentação.

            Na etapa de decantação, que funciona com piscinas a céu aberto, dois decantadores desenvolvem suas 04 (quatro) fases em tempo útil de 90 (noventa) minutos. O processo é puramente físico e consiste na sedimentação das partículas pela diferença de densidade com relação água nesse estágio.    

            Na etapa de filtração, os pequenos flocos remanescentes da etapa de decantação são filtrados de forma descendente por uma cama de sólidos estratificada, composta por carvão antracito, areia e seixos classificados. O objetivo é garantir a remoção de até 90% da turbidez da água bruta, a fim de que próxima etapa seja facilitada. 

           Fechando o processo e antecedendo o armazenamento e distribuição para a população, há a etapa de desinfecção. Neste estágio, é injetado cloro gás para eliminação de vírus, bactérias e microorganismos patogênicos causadores de doença, ao mesmo tempo é que ocorre a fluoretação com flussilicato de sódio para prevenção da cárie dentária.

        Por fim, o tanque de distribuição, cuja capacidade prevista em projeto é de 1.000 m³, recebe toda água recém tratada em dois compartimentos. Esses existem para facilidade de operação, manutenção e limpeza.

Através de uma rede de ferro fundido de 200 mm, toda água tratada é aduzida para a malha municipal, composta por uma conjunto de tubulações do mesmo matéria como também de policloreto de vinila (PVC) de diâmetros variados. Todas as práticas de operação, manutenção e extensão são praticadas pelo SAAE em conformidade com norma técnica ABNT NBR 12218 (1994), referente a projetos de redes de abastecimento de água.

            Uma vez que o horizonte de projetos de rede de abastecimento de água é de normalmente 20 (vinte) anos e que existe uma lacuna no setor de saneamento na qual a infraestrutura dos serviços de água e esgoto não conseguem acompanhar o excessivo crescimento populacional, a atual gestão do SAAE tem progredido em projetos de reaproveitamento da água de lavagem de filtros, ampliação do sistema de abastecimento atual como também numa parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura para uso da água de poços artesianos para abastecimento humano.

          Em nome todo corpo de servidores, asseguro que seguiremos em busca de melhorias em nossos serviços, uma vez que alcançar a satisfação dos nossos consumidores por meio da prestação de um serviço de qualidade é o maior legado a ser deixado.

Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE

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